MANUEL BOTELHO
CONFIDENCIAL/DESCLASSIFICADO III: emboscada
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CONFIDENCIAL/DESCLASSIFICADO III: emboscada insere-se num conjunto articulado de três exposições nas quais Manuel Botelho apresenta trabalhos em suporte fotográfico realizados ao longo dos últimos 18 meses.
Prolongando a temática de obras anteriores, das colagens de juventude às pinturas e desenhos do passado recente (Lisboa 20, 2006; etc.), o conflito armado surge uma vez mais como pano de fundo.
Ao contrário de muitos dos seus contemporâneos, Botelho não combateu em África; apesar disso (ou talvez por isso!), é daí que parte para falar de questões que ultrapassam esse contexto específico. “Assim, trata-se de registar elementos de uma guerra concreta (a guerra colonial) para falar dessa guerra concreta falando também de todas as outras guerras e ainda da guerra como realidade abstracta; trata-se de representar um papel de soldado-símbolo-de-todos-ossoldados para auto-representar o papel de artista em guerra (crise e abismo) consigo mesmo” 1.
CONFIDENCIAL/DESCLASSIFICADO III: emboscada será talvez a série que mais directamente se relaciona com trabalhos de Botelho dos últimos anos (Museu Nacional de Arte Antiga, 2000; Centro de Arte Moderna, F. C. Gulbenkian, 2005; etc.). “Ao passar do papel de desenho ou da tela quase branca, onde a pintura era quase desenho, para o papel fotográfico verificamos, primeiro, uma mudança de imagens, motivada pela mudança de media , mas a manutenção dos temas e soluções de composição que cruzavam a memória da pintura religiosa com a tradição da fotografia de reportagem política ou de guerra. Emboscada é uma galeria de imagens que podemos referir ao género da auto-representação já longamente encontrada na obra pictórica e desenhística do autor. No seu passado recente ele recorreu quer à representação prémoderna nas artes plásticas (clássica e barroca) quer à representação fotográfica como fonte inspiradora de temas, poses, encenações, adereços… Nessas imagens já o encontramos travestido de soldado e de amotinado, personagem sagrada e marginal, já o vimos assumir todos os sexos e idades, contracenar com outro e consigo mesmo. Esta etapa do seu trabalho fotográfico surge como evolução natural dessa tradição pessoal” 2.
1 João Pinharanda, “ Lisboa: o teatro da guerra” , 2008. Não publicado.
2 Idem.
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Horário: 12.00-20.00 (3.ª a Domingo)
8 de Março a 13 de Abril
LISBOA 20 ARTE CONTEMPORÂNEA
Rua Tenente Ferreira Durão 18-B - Lisboa |
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| 67.embs (da série confidencial/desclassificado: emboscada) 2007-2008, impressão jacto de tinta sobre papel Hahnemüle 108 x 72 cm, 1/3 |
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GALERIA 111 LISBOA
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ÁGUA
FRANCISCO VIDAL

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COM DEDICAÇÃO E AFECTO, DA FÁTIMA
FÁTIMA MENDONÇA
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Francisco Vidal
Um gato na pastelaria, 2007,verniz e acrílico sobre azulejo pintado à mão (azul oitocentista) e azulejo industrial anos 80 montado em base MDF, 150cx300 cm |
Fátima Mendonça
Eu vestida de ouro, 2007, técnica mista sobre papel, 29,7x42 cm |
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Horário: 10.00-19.00 (2.ª a Sábado)
15 de Setembro a 27 de Outubro
GALERIA 111 LISBOA
Campo Grande, 113 - Lisboa
Rua Dr. João Soares, 5B
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